Espaços Brancos

Grandes câmeras.
Enormes quartos brancos.
Grandes espaços vazios.
Enfim, aqueles sítios onde vamos quando acordamos estremunhados,
de cabeça vazia.
Tudo está quieto.
Parado.
Vazio.
Eu.
Os cães ladram e rosnam,
eu contínuo a andar.
As aves, paradas no céu,
fitam-me, lá do alto.
Olho ao meu redor.
Nada.
Apenas aquela estranha sensação de estar sozinho no Mundo.
Rodeado de tudo, e de nada.
Olho o Sol,
redondo,
amarelo,
pálido.
Onde está a raiva?
O ranger de dentes?
A fúria?
Talvez amanhã.
Talvez amanhã seja um novo dia.
Hoje, preciso começar de novo.
Abrir os olhos e ver cores, vida.
Ver que não se pode voltar atrás.
Seguir o estranho caminho,
que começa em lado nenhum,
e termina em nenhum lado.
Bem vindo, seja quem seja.
Bem vindo seja,
eu.

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