Pedra

Tropeço em todas as pedras.
Caio.
Molho os pés nas águas,
que hão-de vir a ser.
As flores já morreram há muito.
Uma criança chora, ao longe.
Ninguém a ouve, só eu,
pois eu sou o ouvido na floresta.
Os pássaros sorriem, esgadelhados.
O tilintar das estrelas já não me incomoda.
As mãos sentem o chão,
a terra húmida.
É tempo de me levantar.
Mais uma vez,
como se fosse a última.

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